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Algum tempo após tomarmos conhecimento de um
novo quadro de Maria, a Mãe de Jesus,
divulgado num programa da TV Record, de São
Paulo, com a presença de Francisco Cândido
Xavier, procuramos esse médium amigo para colher
dele maiores esclarecimentos sobre a origem do
mesmo.
Contou-nos, então, Chico Xavier,
no final da reunião pública do Grupo Espírita da
Prece, em Uberaba, na noite de 1º de dezembro de
1984, que, com vistas às homenagens do Dia das
Mães de 1984, o Espírito de Emmanuel ditou, por
ele, um retrato falado de Maria de Nazaré ao
fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. Esse
trabalho artístico foi sendo realizado aos
poucos, desde meados de 1983, com retoques
sucessivos realizados pela grande habilidade de
Vicente, em mais de vinte contatos com o médium
mineiro, na Capital paulista.
Em nossa rápida entrevista, Chico frisou
que a fisionomia de Maria, assim retratada,
revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas
visitas às esferas espirituais mais próximas e
perturbadas da crosta terrestre; como, por
exemplo, disse-nos ele, na
Legião dos Servos de Maria,
grande instituição de amparo aos suicidas
descrita detalhadamente no livro Memórias de um
Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A.
Pereira.
E, ao final do diálogo fraterno,
atendendo nosso pedido, Chico forneceu-nos o
endereço do fotógrafo-artista, para que
pudéssemos entrevistá-lo oportunamente, podendo
assim registrar mais algum detalhe do belo
trabalho realizado.
De fato, meses após essa entrevista,
tivemos o prazer de conhecer o sr. Vicente Avela,
em seu próprio ateliê, há 30 anos localizado na
Rua Conselheiro Crispiniano, 343, 2º andar, na
Capital paulista, onde nos recebeu
atenciosamente.
Confirmando as informações do médium de
Uberaba ele apenas destacou que, de fato, não
houve pintura e sim um trabalho basicamente
fotográfico, fruto de retoques sucessivos num
retrato falado inicial, tudo sob a orientação
mediúnica de Chico Xavier.
Quando o sr. Vicente concluiu a tarefa,
com a arte final em pequena foto branco-e-preto,
ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinha a
óleo (trabalho em que é perito, com experiência
adquirida na época em que não havia filmes
coloridos e as fotos em preto-e-branco eram
coloridas a mão), dando origem à tela que foi
divulgada.
Nesse encontro fraterno, também
conhecemos o lindo quadro original à vista em
parede de seu escritório, e ao despedirmo-nos,
reconhecidos pela atenção, o parabenizamos por
esse árduo e excelente trabalho, representando
mais uma notícia da vida espiritual de Maria
de Nazaré, que continua amparando com imenso
amor maternal a Humanidade inteira.
Hércio M. C. Arantes - Fonte:
Anuário Espírita 1986
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